Introduction to the online short course “Pandemic, gestures and memory” at Universitas Katolik Indonesia Atma-Jaya

Dear colleagues, dear participants,
I am very pleased to welcome you to my 3rd course on Pandemic, gestures and memory at School of Communication at Atma Jaya Catholic University of Indonesia. In this 3-day workshop, we will talk about communication, digital culture, and writing and we will also write together. Writing is at the center of these sessions. Because at the base of digital culture there is Information Technology (IT). And as computer science is the techno science of information processing by automatic machines, all computer programming supposes discretization and formalization, in a word, writing.
Thereby digital communication cannot exist outside the writing frame as one cannot NOT leave traces in digital environments. What are these traces and how can we distinguish a trace from an imprint from a sign? What are the challenges that digital traceability brings? What are the changes that Covid-19 pandemic brought to communication and what is its impact on digital transformation?
In digital culture, there is the word “culture” that we will approach also in this work. In his Book Beyond Culture (1976), Edward T. Hall describes culture as models, templates; as the medium we live in; it is innate but learned; it is living, interlocking systems; it is shared, created and maintained through relationship; and it is used to differentiate one group from another.

Is it right to call digital a culture? If yes why? This will be one question among others that we will comment on the discussion online board (https://board.net/, from Fairkom) that you’ll find its link in the chat box. We will have other content to review and discuss during the course, and you’re welcome to transform your interaction into participation. We will try together to specify how to participate in online culture and what are the factors to take into account?
The course, based on French and American works in different fields, emphasizes the importance of gestures in interpersonal communication, affected by Covid-19 pandemic and its consequences on human relationships. It exposes classic works from Chicago and Palo alto schools (20th century) and refers to recent reflections on Internet and digital culture given by Milad Doueihi [American-Lebanese historian of religions], Dominique Cardon [French sociologist], Louise Merzeau [Information and communication sciences – French school on Trace, who passed away on 2017 and I had the honor to work with her during my masters in Paris and my PhD in Le Havre in Normandy], Henry Jenkins [American media scholar], and others.

It approaches various notions that we use while talking about digital, as “trans-literacy” described by Merzeau (2014), and it forms to evaluate the information and the digital identity, and to learn how to filter and manage the digital presence. We will talk also about the post-human, described by Doueihi (2011) as “a consequence of the digital age, for it represents the ultimate expression of the new civilization inaugurated by the digital”. The post-human is, normally, a reference to the convergence of machine and man, to the possibility of intersection, within the body, of mind and computer. He stands as the perfect incarnation of the new individual generated by what Doueihi calls “the religious dimension of digital culture”.

With the growing engagement with the digital environment, the post-human is producing and exchanging more data, and ultimately is becoming a data consumer, a “human-data”. How to manage this data? Does it need to be preserved? Archived? One of the most neglected or forgotten aspects of digital culture is the impermanence or fragility of information and its material support.

This leads us to question how to deal with the accumulation of digital traces and their use for diverse purposes by different actors. Moreover, it takes us to question their availability, accessibility, security, and preservation. What happens to our traces? Are they saved and accessible anytime? Who owns them? Are they private or public? Could we delete some and keep others? Is Internet a universal memory? Digital traceability pushes us to question the memory and its characteristics in the digital era.

We will write together to participate and to build a digital memory that has its own properties and conditions, its governance, its rules and purpose; a network based memory connecting non-homogeneous memories and creating a digital community which brings together collective works that their authors / participants believe their contributions matter, and feel some degree of social connection with one another.

And as Henry Jenkins (2006) says: “Not every member must contribute, but all must believe they are free to contribute when ready and that what they contribute will be appropriately valued”.
Thank you for your appreciated participation and let’s write together.

Rastros inteligentes e memórias coletivas na UNEB-Salvador (Bahia)

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Rua Santo Antônio no centro histórico de Salvador (Bahia). Fonte: Valnice Paiva

Muita memória ou perda de memória que a rastreabilidade digital nos mostra? O que é a comunicação hoje? Como podemos fazer memória e por que fazer? Que tipo de memória queremos e por qual finalidade?

Organizado pelo grupo de pesquisa INTERFACES no departamento de Ciências Humanas na UNEB-Salvador na Bahia, o curso “Comunicação, rastreabilidade digital e memória” trouxe explicações mais também dúvidas sobre os desafios da rastreabilidade digital e as novas formas de comunicar.

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Fonte: Curso de Hadi Saba Ayon (2018)

Apresentado pelo Hadi Saba Ayon (Ph.D. em Ciências da informação e da comunicação, membro na CDHET, rede de pesquisa sobre a Comunicação e o Desenvolvimento dos Homens, Empresas e Territórios na Universidade Le Havre Normandie na França),  o curso abordou questões epistemológicas sobre a comunicação (face-a-face e digital), o rastro e as mutações da cultura digital sobre a memória.

Seja o rastreamento do endereço IP, o envio de cookies pelos servidores, o registro de históricos de transações, o arquivamento de solicitações por os motores de busca ou a preservação dos status pelas redes sociais, em cada uma de nossas conexões, nossa presença on-line é automaticamente identificada, rastreada e conservada por vários agentes técnicos, sem que seja possível subtrair da maioria desses processos.
Seguindo Louise Merzeau (2013), a rastreabilidade digital não é uma camada documental que surgira depois de uma atividade mas a própria condição de sua execução.

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Curso de Hadi S.A. (2018)

Como podemos entender a comunicação na era digital? Seguindo a Escola Americana de Palo Alto, a comunicação não se relaciona apenas com a transmissão de mensagens verbais, explícitas e intencionais; mas “incluiria todos os processos pelos quais os sujeitos influenciam uns aos outros” (Bateson e Ruesch, 1951).

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Curso de Hadi S.A. (2018)

Claro que essa definição da comunicação interpessoal não pode explicar o processo de comunicação hoje, que é mediatizado pela tecnologia digital e produzido em vários ambienteis instáveis e em movimento (entre os sujeitos, os objetos e os dois). Não esquecemos que a menor atividade no ambiente digital (conexão à internet, escrita, navegação, etc.) produz rastros (declarativos mais também automáticos). Eles não são mensagens. São “unidades isoláveis, combináveis e calculáveis” (Roger T. Pédauque, 2006).

Onde costumava significar o registro da produção cultural, a memória é agora a base de uma grande quantidade de produção cultural. As tecnologias digitais facilitam o que Lawrence Lessig (2008) e muitos outros chamam de “remix culture”, isto é, a apropriação e transformação de textos de mídia de massa (incluindo filmes, episódios de televisão, música gravada, videogames, quadrinhos, romances etc. ) em versões alternativas, com rastros dos textos “fonte”.

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Curso de Hadi S.A. (2018)

No ambiente digital, todas as informações são gravadas e preservadas. Esse processo produz uma memória mecânica, uma “auto-memória” (Merzeau, 2011). Assim, o arquivamento se torna um passo essencial para a produção e a preservação de uma memória digital individual ou coletiva. A duplicação se torna uma propriedade necessária de qualquer objeto (Merzeau, 2013). A cópia é a condição da performatividade do digital. É a cópia que dá à rede o seu poder de se apresentar socialmente. Para que o conteúdo digital ser valorizado, deve ser duplicado.

Para fazer memória, precisamos de uma educação ao digital (Merzeau, 2014); aprender a re-documentarizar (Salaün, 2007) nossos rastros, arquivá-los a fim de produzir e compartilhar conhecimento comum.

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Curso de Hadi S.A. (2018)

Como transformar a rastreabilidade em um ato memorial através de projetos individuais e coletivos (arte, escrita e outros)? Mais de que restringir ou proteger seus dados, o usuário tem interesse em fazer um rastreamento, ou seja, inserir seus rastros digitais em uma comunidade, contexto e temporalidade.

 

Os projeto-websites (memórias) construídos e apresentados pelos grupos de participantes no final do curso:

Para consultar a redação coletiva no Twitter que fizemos no curso (a mini-memória):

https://twitter.com/hashtag/rastreiauneb?f=tweets&vertical=default&src=hash

Últimos momentos (notáveis) com os participantes em Salvador:

Referências:
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  • Winkin Y. (2001). Anthropologie de la communication, Paris, Seuil.

Incapacidade e cidade inclusiva

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Como planejar a cidade de uma forma que oferece a todas as pessoas a igualdade no exercício de direitos humanos através do acesso ao espaço, aos serviços, às políticas e à comunidade?

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Como o digital pode favorecer a participação social de pessoas com incapacidade na “cidade da informação”?

Palestra apresentada no dia 15 de agosto de 2018 na Uninorte-Acre (Brasil).

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Para consultar o suporte da palestra: http://urlz.fr/7Abh